Denunciada como contratante de pistoleiro

 ameaça testemunhas e vítima em Estância Velha

Assim se a presenta o PT

O ex-vereador João Godoy (Duduzinho), do PMDB de Estância Velha (RS), a Santo André do Rio Grande do Sul, acaba de ser ameaçado em plena rua, BO nº. 1362/2009, por uma das acusadas em inquérito policial pela tentativa de assassinato do colunista Mauri Martinelli, ocorrida em 17 de agosto de 2006. Duduzinho, que também deveria ter sido assassinado pelo pistoleiro contratado pela quadrilha petista, Alexandro Ribeiro, que está preso no Presídio Estadual do Jacuí em Charque das de segurança máxima, foi até a Secretaria Municipal de Assistência Social, na tarde desta quarta-feira, às 15 horas, para falar com a principal testemunha do caso, Vera Vanzan, a qual testemunhou a contratação do pistoleiro para matar Martinelli e ele próprio. Vera o chamou para relatar que constatou a movimentação de gente estranha em volta de sua casa nos últimos dias. Quando os dois estavam conversando em frente à Secretaria de Assistência Social, passou por eles uma das acusadas pelo atentado sofrido por Mauri Martinelli, Claci Campos da Silva, a qual voltou sobre seus passos e os fotografou ostensivamente. Ato contínuo ela seguiu em direção à Câmara Municipal da cidade. O promotor de Portão, Substituto, Marcelo Tubino Vieira, apresentou nesta terça-feira a denuncia dos quatro da gang petista de Estância Velha que contratou o pistoleiro Alexandro Ribeiro para matar Mauri Martinelli e Duduzinho, além do Inspetor de Policia Omar Pereira, na época da Delegacia de Polícia Civil da cidade. Os quatro agora denunciados formalmente são: Jaime Schneider, dono de jornal local, ex-chefe de gabinete do prefeito petista Elivir Desiam, depois Secretário de Planejamento; Jauri de Matos Fernandes, "laranja" de Jaime Schneider na propriedade do jornal O Suplemente, enquanto este estava na prefeitura e assegurava gordíssimas verbas publicitários para seu veículo; Claci Campos da Silva e Luis Carlos Soares, vulgo "Viramato", vereador petista na cidade, e presidente do PT em Estância Velha quando o pistoleiro foi contratado e realizou o atentado contra Mauri Martinelli. Jauri de Matos Fernandes, o "laranja" de Jaime Schneider no jornal O Suplemento, foi também o fiador para o aluguel da casa onde ficou morando o pistoleiro Alexandro Ribeiro. Claci Campos da Silva era gerente da boate que tinha como dona a amante do pistoleiro Alexandro Ribeiro, Márcia Adriane Jardim Batista. O pistoleiro Alexandro resolveu acrescentar por sua própria conta o nome do investigador Omar Pereira na lista daqueles que deveriam ser assassinados, porque se ligou com a sua amante. Os quatro participaram da reunião de contratação do pistoleiro, que foi feita na casa de Vera Lucia Vanzan, onde morava como pensionista a Claci Campos da Silva. Jaime Schneider é "amigo fraternal" do juiz e do promotor de Estância Velha, respectivamente, Nilton Luiz Elsenbrusch Filomena e Paulo Eduardo de Almeida Vieira. Os dois atestaram isso em processo judicial. O juiz Nilton Luiz Elsenbruch Filomena, o ex-prefeito petista Elivir Desiam (o Toco), o delegado Luiz Fernando Nunes da Silva, da Policia Civil, todos faziam  parte da mesma loja maçônica na cidade Estância Velha. Quanto Jaime Schneider ganhou o título de Cidadão Emérito de Estância Velha, em 2007, concedido pela Câmara Municipal da cidade, o discurso de saudação em sua homenagem foi feito pelo promotor Paulo Eduardo de Almeida Vieira. Este promotor, que não morava e não mora na cidade, costumava almoçar quase todos os dias com Jaime Schneider, o agora denunciado como mandante da tentativa de assassinato de Mauri Martinelli, e muitas vezes ia tirar uma sesta na casa de seu "amigo fraternal".

 

Deu no Censurado

PT manda Palocci ignorar justiça e sair candidato

a governador de São Paulo ou a presidente



PT pressiona ex-ministro a ignorar processo no STF e começar campanha já, mas ele diz que ainda é cedo. O ex-ministro Antonio Palocci rompeu ontem o silêncio sobre a possibilidade de sair candidato nas eleições de 2010, mas adotou um discurso cauteloso. Pressionado por setores do PT a ignorar o caso que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), Palocci não descartou uma candidatura ao governo paulista. Mas investiu na tese de que ainda é cedo para debater nomes.

"Não vou dizer que nunca passou pela minha cabeça. Mas falta um ano e meio ainda. É muito tempo", disse Palocci, que aguarda parecer do STF, sobre a denúncia referente à quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa. O caso, revelado pelo Estado, lhe custou a cadeira de ministro da Fazenda no governo Lula.

Sorridente e bem-humorado ao deixar um seminário do PT na Assembleia Legislativa paulista sobre a crise econômica, o ex-ministro admitiu o andamento das primeiras negociações em torno de seu nome. Disse que o PT "está livre para fazer esse debate". Mas desconversou, dizendo não esperar nenhuma definição sobre o assunto no curto prazo. "É normal que o partido debata. Mas eu acho que a escolha de candidatos é só para o ano que vem."
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